ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ PARA NÓS, ALEGREMO-NOS E NELE EXULTEMOS!!!

" FELIZES HÃO DE SER TODOS AQUELES QUE PÕEM SUA ESPERANÇA NO SENHOR!"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MOMENTO ELEITORAL 6

Caríssimos, Paz!

      Não posso deixar de comentar aqui o que tenho visto e ouvido por aí.  Não sei se se lembram, mas este era o propósito primevo ao iniciar esta 'série' de reflexões que fizemos aqui na Paróquia...

      Sigo comentando pois, como aprendi por aqui também, não podemos simplesmente criticar por criticar nem tampouco ser irracionais em nossas colocações ou repassar alguma coisa sem a referida fonte sob o risco de injustiça e difamação/perjúrio/juízo temerário 'virtual' (por mais bobo ou engraçado que seja o que foi exposto!), mas em todas elas (as colocações) sempre deve haver espaço para o questionamento, a crítica sadia, aquilo que não nos permita 'engolir' tudo com tanta pressa...  

      Acredito seriamente, até mesmo agora gravemente motivado por esses membros daqui da comunidade e de fora a pensar mais ainda, que quando não nos dispomos a pensar, especialmente nestas questões tão sérias que tocam a vida de todos os irmãos, engolimos o que presta e o que não presta... E também acredito que muitos, não poucos, têm engolido uma série de mentiras associados a candidatos reconhecidamente católicos e sérios, por exemplo e não só.

      E uma coisa interessante que aprendi aqui pela Paróquia, em meio a tantas colocações ponderadas, inteligentes, moderadas, não-tendenciosas, é aquelas que dizem respeito aos critérios que estão sendo adotados e indicados por muitos para a escolha de seus candidatos.

      Tenham a certeza de que agora meu objetivo é criticar mesmo, questionar no melhor e mais pacífico sentido do termo, tendo em vista provocar o pensamento.

      Muito se tem falado acerca de candidatos que são a favor da vida e contra a vida, e 'restringem' a questão da vida ao tema do aborto, tema horrendo, mas que me tem provocado o pensamento a partir do que já discutimos por aqui:  a questão da vida é somente a questão do aborto ou uma parte dele?

      Caríssimos, vou tentar me explicar, e o que você porventura não entender, comente ao final do texto, acrescente, elucide mais, a fim de podermos traçar alguma linha de pensamento, ou algumas...

      Tenho visto aqui pelos blogs 'da vida', e também recebido (quem não tem!) uma série de emails que não citam fonte, não dizem quem assina, etc, sobre essa questão da legalização do aborto e desgraças afins e outros tantos que orientam claramente pessoas a não votarem em A ou B por estarem em partidos que são isso e/ou aquilo com relação ao aborto (como por exemplo em http://twixar.com/TtX1 )...

      Lanço aqui meu questionamento:  ser a favor da vida, ou contra ela, é 'somente' posicionar-se na situação do aborto, ou isso (o posicionamento) é apenas uma parte, considerável, no que seja essa tão discutida 'defesa da vida'?

      Por qual motivo questiono isso, e talvez até cause estranheza em você que me segue?

      Já postei aqui anteriormente, num passado bem recente, que estamos aqui em nossa Paróquia por celebrar a Semana Nacional da Vida (no post Momento Eleitoral 3, mais precisamente), onde vamos, inspirados pelo Espírito de Deus e pela Igreja, a ver a questão da Vida com maior abrangência...

      Também digo o que digo e como digo por ver tantos e tantos políticos e/ou candidatos que dizem ser 'a favor da vida' e nada de concreto fazer por tantas outras questões de tamanha importância para o bem comum, tais como a luta contra a corrupção denunciando os governos, contra os maus serviços que são oferecidos, contra 'maracutaias', enfim, mas que ficam presos a favorecimentos a A ou B e por aí vai:  pesquise, leia, informe-se e verá que não estou equivocado no que afirmo...

     O que quero convidar você, caríssimo(a), é a pensar... não aceitar tudo passivamente...

     Lendo, por exemplo, http://twixar.com/96aH8 talvez você se sinta tentado(a) a pensar, num rápido passar de olhos, que todos são e/ou serão e/ou farão assim... que todos tenhamesse tipo de pensamento por estar em lugar A ou B...

     Da mesma forma quando você lê http://twixar.com/JrED pode se encher de medo e pensar:  "já era!".

      Mas não pense assim.

      O que está dito e afirmado categoricamente neste texto, por exemplo, e em tantas outras afirmações livres de pessoas que se arvoram em 'juízes eleitorais' priva o político de seu direito à "objeção de consciência".  Pesquise sobre esse tema...

      O grande problema é que só avaliamos como opção aquilo que nos apresentam, será que só existem opções ruins?

      O texto, embora de fonte confiável, no meu modo de entender, distorce um pouco os fatos pois num primeiro momento afirma 'poderá perder' e noutro seguinte afirma categoricamente 'perderá'... isso dá muita ou toda diferença na maneira de interpretar o texto, quanto mais na interpretação da lei, que como vimos recentemente no caso da Ficha Limpa, por conta de um tempo verbal questionou-se até a constitucionalidade de tamanho ato de mobilização popular.

      Por isso mesmo precisamos especialmente de deputados e senadores comprometidos seriamente com a vida em âmbito geral e não somente em questão do aborto...

      Questione-se, por amor a Jesus Cristo, se o candidato em quem você escolheu já votar fez algo de relevante pela população para a qual foi eleito, ou se somente ficou aqui ou ali não assumindo de fato seu papel político...

       Pensemos nisso para conseguirmos votar em quem realmente será a favor da vida como um todo.

        Elejamos deputados e senadores especialmente que sejam comprometidos com A Vida!!!

       Não acredite piamente em tudo que você leia, especialmente levando em consideração o que for opinião de alguém por mais crível que seja sua opinião ou pareça ser, mas questione, reflita, estude,busque.  E me refiro mesmo ao que você já encontrou pela internet em termos de textos que contradigam o direito constitucional da 'objeção de consciência'!  Em sentido contrário, o Catecismo da Igreja Católica estabelece muito bem: “O cidadão é obrigado, em consciência, a não seguir as prescrições das autoridades civis, quando tais prescrições forem contrárias às exigências de ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho. A recusa de obediência às autoridades civis, quando as suas exigências forem contrárias às da reta consciência, tem a sua justificação na distinção entre o serviço de Deus e o serviço da comunidade política. ‘Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus’ (Mt 22, 21). ‘Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens’ (At 5, 29)”.

      Deus abençoe!

     

     

Um comentário:

  1. Caríssimo, gostamos muito da sua ponderação. Achamos importante conversarmos mais detalhadamente sobre esse tema. Estamos impressionados como tem gente votando por medo de estar violando normas da Igreja.
    Não tivemos a oportunidade de comentarmos o belo artigo passado, sobre a mulher e as sementes de flores.
    É muito bom poder contar com tanta gente capaz de alargar esses horizontes tão sombrios e fechados.
    Viva nós, a paróquia , você ... viva o REINO.
    Por uma Igreja LIBERTADORA!!!! ( ESSA FOI IDÉIA DA TECA)

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