ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ PARA NÓS, ALEGREMO-NOS E NELE EXULTEMOS!!!

" FELIZES HÃO DE SER TODOS AQUELES QUE PÕEM SUA ESPERANÇA NO SENHOR!"

quinta-feira, 10 de abril de 2014

JORNADA DIOCESANA DA JUVENTUDE NA ARQUIDIOCESE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO

JORNADA DIOCESANA DA JUVENTUDE

     Caríssimos, Paz!
     Estaremos todos reunidos neste sábado agora, dia 12/04, a partir das 14h00m na Praça de Inhaúma, bem em frente à Paróquia São Tiago de Inhaúma, revivendo as alegrias da Jornada Mundial da Juventude, comemorando nossa Jornada Diocesana da Juventude, REVIVENDO AS ALEGRIAS DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE!!!

     O Dia Mundial da Juventude é comemorado todo ano no Domingo de Ramos.  Devido a ser um dia difícil de organizarmos algo Arquidiocesano propriamente no Domingo de Ramos, por ser um dia intenso de oração e a abertura propriamente dita da Semana Santa, o Espírito Santo iluminou os bispos e padres que nos conduzem rumo ao céu nesta Arquidiocese a promover, na véspera do Domingo de Ramos esta Jornada Diocesana da Juventude.

    Convido a você que nos acompanha também por aqui a participar ativa e vivamente conosco sábado agora em Inhaúma.

     O evento contará com a presença de Dom Nelson Francelino, Bispo de Valença e responsável pela Dimensão da Juventude em todo o Regional Leste 1 (composto por nossa Arquidiocese e Dioceses do Estado).

     Concentrar-nos-emos às 14h00m na Praça de Inhaúma donde, às 15h00m, seguiremos para o local onde será celebrada a Santa Missa, celebraremos na Eucaristia a alegria de nossa juventude, e ouviremos as orientações da Igreja para nós, jovens, sendo que em seguida contaremos com diversos shows da melhor música católica.

     Junto a toda esta maravilha de celebração para a Juventude, colocamos como nosso gesto concreto que cada pessoa, na medida do seu possível, leve 1kg de alimento não-perecível para que, assim, demonstremos também nossa fé pelas obras em favor do próximo que de nós e de nossa ajuda necessita.

     Serão uma tarde e noite bastante agradáveis, junto ao nosso Bispo e às diversas atividades que lá teremos.

     Toda a Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro é convocada a se fazer presente, tendo em vista que este é um evento promovido pelo Setor Juventude de nossa Arquidiocese, tendo a direção espiritual do Padre Jorge Carreira, da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, Inhaúma.

     Para aquecer os corações, especialmente dos irmãos e irmãs jovens do nosso CARÍSSIMO Vicariato Suburbano, coloco aqui o flashmob intervicarial que realizamos em nossa caminhada preparando a JMJ: 

video
     

     AOS JOVENS DO VICARIATO SUBURBANO, PARTICULARMENTE, EU, VOSSO VIGÁRIO EPISCOPAL, convido a se fazerem presentes tendo em vista que começaremos mais efetivamente, junto aos nossos padres responsáveis, a reconstrução da unidade dos serviços para jovens (das mais variadas expressões: marianas, palotinas, carmelitanas, PJ, agostinianas, salesianas, etc) com a RETOMADA DA PROPOSTA já iniciada há um tempo atrás de um SETOR JUVENTUDE VICARIAL onde pudéssemos não só trocar informações entre nós mas nos conhecermos melhor, até tendo em vista também um melhor e mais efetivo trabalho junto a você, jovem de nosso Vicariato.
     Conto com a vossa colaboração e presença nesta tarde festiva!!!


     VENHA CONOSCO COMEMORAR ESTA GRANDE GRAÇA DE DEUS, 
A DE SERMOS JOVENS CATÓLICOS!!!





quarta-feira, 5 de março de 2014

MENSAGEM PARA A QUARESMA 2014 PARA A PARÓQUIA SÃO BRÁS
“Uma só coisa: comportem-se como pessoas dignas do Evangelho de Cristo. Pois a vocês Deus deu a graça não só de acreditar em Cristo, mas também de sofrer por ele” (Filipenses 1,27.29)

Inicio esta minha mensagem a você, caríssimo irmão e caríssima irmã, com as palavras do Santo Padre.
Peço que a leia atentamente e faça dela (deste trecho especialmente) seu caminho espiritual, como estímulo para seu exame de consciência pessoal e pastoral, em seu caminho de conversão pessoal e pastoral, rumo à Páscoa do Senhor.
Não à guerra entre nós
Dentro do povo de Deus e nas diferentes comunidades, quantas guerras! No bairro, no local de trabalho, quantas guerras por invejas e ciúmes, mesmo entre cristãos! O mundanismo espiritual leva alguns cristãos a estar em guerra com outros cristãos que se interpõem na sua busca pelo poder, prestígio, prazer ou segurança econômica. Além disso, alguns deixam de viver uma adesão cordial à Igreja por alimentar um espírito de contenda. Mais do que pertencer à Igreja inteira, com a sua rica diversidade, pertencem a este ou àquele grupo que se sente diferente ou especial.
O mundo está dilacerado pelas guerras e a violência, ou ferido por um generalizado individualismo que divide os seres humanos e põe-nos uns contra os outros visando o próprio bem-estar. Em vários países, ressurgem conflitos e antigas divisões que se pensavam em parte superados. AOS CRISTÃOS DE TODAS AS COMUNIDADES DO MUNDO, QUERO PEDIR-LHES DE MODO ESPECIAL UM TESTEMUNHO DE COMUNHÃO FRATERNA, QUE SE TORNE FASCINANTE E RESPLANDECENTE. QUE TODOS POSSAM ADMIRAR COMO VOS PREOCUPAIS UNS PELOS OUTROS, COMO MUTUAMENTE VOS ENCORAJAIS, ANIMAIS E AJUDAIS: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). Foi o que Jesus, com uma intensa oração, pediu ao Pai: «Que todos sejam um só (…) em nós [para que] o mundo creia»             (Jo 17,21). Cuidado com a tentação da inveja! Estamos no mesmo barco e vamos para o mesmo porto! Peçamos a graça de nos alegrarmos com os frutos alheios, que são de todos.
Para quantos estão feridos por antigas divisões, resulta difícil aceitar que os exortemos ao perdão e à reconciliação, porque pensam que ignoramos a sua dor ou pretendemos fazer-lhes perder a memória e os ideais. Mas, se virem o testemunho de comunidades autenticamente fraternas e reconciliadas, isso é sempre uma luz que atrai. Por isso me dói muito comprovar como nalgumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias formas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingança, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?
PEÇAMOS AO SENHOR QUE NOS FAÇA COMPREENDER A LEI DO AMOR. Que bom é termos esta lei! Como nos faz bem, apesar de tudo amar-nos uns aos outros! Sim, apesar de tudo! A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem» (Rm 12, 21). E ainda: «Não nos cansemos de fazer o bem» (Gál 6, 9). Todos nós provamos simpatias e antipatias, e talvez neste momento estejamos chateados com alguém. Pelo menos digamos ao Senhor: «Senhor, estou chateado com este, com aquela. Peço-Vos por ele e por ela». Rezar pela pessoa com quem estamos irritados é um belo passo rumo ao amor, e é um ato de evangelização. Façamo-lo hoje mesmo. NÃO DEIXEMOS QUE NOS ROUBEM O IDEAL DO AMOR FRATERNO!” (EG 98-101)
Quero alertá-los, irmãos, que o tempo da Quaresma nos deve conduzir justamente à reflexão sincera e à prática concreta no que diz respeito ao amor fraterno como ensinado e desejado por Cristo.
Este tempo da Quaresma quer nos impelir a refletir sobre nossa capacidade de crer em Deus e também de suportar os sofrimentos desta vida confiando em Cristo e também de amar o próximo como Cristo nos ama!
Devemos ter em mente que qualquer pessoa que sofre no mundo está sofrendo por algum fato ou situação dolorosa e penosa. No entanto, perde-se hoje a visão espiritual sobre o sofrimento (leia Salvifici Doloris de João Paulo II) e cresce aquilo a que o Papa Francisco chama de ‘mundanismo espiritual’ (EG 93) de tal forma que não muitos batizados conseguem ver mais na cruz de cada dia um caminho para se santificarem a si mesmos e servir a Deus.  Muitos já se cansaram de amar!!!
A estes especialmente eu digo, como aprendi do Senhor e me esforço diariamente por não esquecer: “No mundo haveis de ter aflições.  Coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16,33b)
Muitas vezes pedimos que Cristo tenha piedade de nós, mas talvez não tenhamos piedade de Cristo da mesma forma que Ele tem de nós: julgamos o próximo, condenamo-lo à morte, banimo-lo de nossos corações e de nossas orações, abrimos nossa boca para falar mal do próximo que nos feriu, desistimos de amar! E o pior de tudo isso é quando não há arrependimento sincero, contrição pelo pecado grave, grave mal, cometido; quando isso (julgar, condenar, falar mal, querer mal) passa a fazer parte do cotidiano e vai se embrenhando na consciência da pessoa de tal forma que tudo passa a ser ‘normal’.  Cada vez que agimos assim estamos sendo mundanos, irmãos!  E é preciso que sejamos espirituais, colocando em prática o que Cristo nos ensinou!
É chegada a nossa hora, caríssimos, de fazermos também a nossa parte, de “completar em nossa carne o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja” (Col 1,24) e para que consigamos “é necessário que permaneçamos fundados e firmes na fé, inabaláveis na esperança do Evangelho que ouvimos” (Col 1,23).
É chegada a nossa hora, irmãos e irmãs, de reagir a todo esse desamor em que temos vivido sendo os bem-aventurados do Evangelho (Mat 5,1-12), os pequeninos a quem se dirige a mensagem do Reino (Mat 11-25-26).  É chegada a hora de aprendermos de Jesus, manso e humilde de coração (Mat 11, 28-30) e sermos de fato como Ele é!
AGORA é o momento de retribuirmos isso (tanto amor de Deus por nós!) em nossas penitências e ações de caridade e no jejum. Essas três práticas penitenciais nos ensinam piedade, isto é, devoção filial. Essas três práticas nos fortalecem! Não devemos temer padecer por Jesus nem por causa de Jesus. Devemos entender que a mística da cruz e do martírio é um caminho de santidade, de santificação, de perdão e de amor.
Sejamos filhos e filhas obedientes!
Cristo, Seu Corpo, que é a Igreja, está partido por divisões diversas, porque muitos cristãos ainda são carnais, quiçá muitos de nós (1Cor 3), e Ele conta contigo, conta comigo, com todos nós, UNIDOS (como é desejo de Jesus [Jo 17,21]) para ser seu instrumento de reparação e amor em meio a tudo isso!
Por tal razão, devemos aprender a suportar tudo buscando ser a cada dia mais fiéis e piedosos, constantes e inabaláveis na fé que a Igreja nos transmite, porque essa é base que nos sustenta em Cristo, seja quando padecemos por nós mesmos, seja quando somos chamados a padecer por Jesus Cristo e seu corpo místico, “pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer perseguição (2Tim 3,12).
“Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.  Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem.  Como o Senhor vos perdoou, ASSIM perdoai também vós.  Mas, acima de tudo, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.” (Col 3,12-15)

Por tudo isso e muito mais que o Espírito de Deus te conceda a refletir nesta Quaresma, eu te convido a estar atento(a) aos Seus sinais e a participar comigo deste riquíssimo momento da Igreja através de uma vida alicerçada na oração, na penitência e na caridade.
Como exercício prático de meditação e oração proponho a oração do Santo Terço, meditando exaustiva e diariamente os mistérios DOLOROSOS, e a Via-Sacra, que neste tempo da Quaresma rezaremos sempre às sextas-feiras pelas ruas, sempre partindo do Santo Sacrifício da Missa (às 19h00m) aqui da Paróquia.
Estas serão as ruas que percorreremos meditando o caminho da Paixão de Nosso Senhor, momento de oração para o qual te convido vivamente:


07/03 – Rua Frederico Lima
14/03 – Rua Delfina Alves
21/03 – Rua Tapajós-Borborema-Chuí
28/03 – Rua Leopoldino de Oliveira-Tatuí
04/04 - Rua Buriti
11/04 – Rua Soares Caldeira


08/03 (SÁBADO, EXCEPCIONALMENTE) – Sairemos da Paróquia às 15h00m em direção à Estrada do Portela, rezando e cantando, com a Via-Sacra.  TODOS, REPITO, TODOS SÃO CONVIDADOS!!!

Eu te imploro:  pense com amor e atentamente em tudo quanto eu aqui coloquei e em tudo o que o Espírito Santo colocar em sua mente e em seu coração.  Seja dócil a Ele nesta Quaresma e procure se arrepender sinceramente de seus pecados, buscando ter um coração cada vez mais contrito e amoroso para com Deus e com os irmãos, especialmente os mais difíceis: assim e somente assim nos assemelhamos a Deus!  Procure a confissão e se converta sinceramente de seus pecados!  Mude de vida, de atitude!

“Tu, portanto, meu filho, procura progredir na graça de Jesus Cristo. Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras.  É preciso que o lavrador trabalhe antes com afinco, se quer boa colheita. Lembra-te de Jesus Cristo...pelo qual estou sofrendo até as cadeias...pelo que tudo suporto por amor dos escolhidos, para que também eles consigam a salvação em Jesus Cristo...: Se morrermos com ele, com ele viveremos.  Se soubermos perseverar, com ele reinaremos.” (2Tim 2, 1.5-6.8a.9a.10.11b-12)

Santa Quaresma!
Pe Nivaldo A A Junior

Pároco

sábado, 23 de abril de 2011

É PÁSCOAAAAAAA... ALEGREMO-NOS!!!

Caríssimos, Paz do Ressuscitado!

     Cristo ressuscitou, verdadeiramente!!! Ele está vivo e eu sou testemunha disso!
     Vivemos há pouco em nossa Paróquia São Brás, em Madureira, no RJ, um momento lindo, edificante, inesquecível, de fé e de amor a Jesus...  Celebramos, com toda Igreja, a Vigília Pascal!
     Foram 4 horas de celebração, com uma solenidade impecável, uma alegria inenarrável, que só quem participou pode testemunhar... foi um momento de grande bênção!

     O fato é que está nascendo, ou já nasceu, em nossa Paróquia um novo momento celebrativo, onde mais pessoas se integram para nos ajudar a celebrar também com os símbolos que temos à disposição.

     Pudemos viver durante toda liturgia deste Grande Sábado, desta Grande Vigília, a força do Ressuscitado a nos impulsionar à fé, à novidade de vida...

     O que  mais me impressionou foi a quantidade de pessoas em nossa igreja, que não é pequena, sem contar os que estavam de pé, num entusiasmo de dar gosto, certamente fruto de sua fé em Jesus...

     E a caminhada da Ressurreição pelo quarteirão?  Que beleza de se ver os transeuntes admirados de ver tanta gente (coroinhas, ministros, padre, diáconos, muita gente) andando juntas aquela hora da noite pela rua e cantando alegremente:  "Celebrai, a Cristo, celebrai..."  Cantando e vibrando... Emocionante!!!

     Caríssimos, é Páscoa!  A vida venceu a morte!  A morte não tem e nunca terá a última palavra...

     "Não, a morte não é a última palavra mesmo!  Não, a dor não é a última palavra!  Não, o sofrimento não é a última palavra! Porque apesar do mundo estar cheio disto tudo, há uma vitória que é maior que tudo isto... está acima do mundo, está acima do céu, está em nossos corações."
  
     A Páscoa faz-nos abraçar a defesa da vida humana, em todas as suas fases, e da natureza, ambiente da vida, dom do Criador.  
    O cuidado da Terra, nossa casa comum, e o zelo pela sua capacidade de acolher e abrigar a vida são cada vez mais urgentes e requerem o esforço solidário de todos;  essas atitudes decorrem do respeito a Deus criador e amigo da vida.  E DISSO NÃO PODEMOS NOS ESQUECER!!!

     Enfim, caríssimos, Páscoa é tempo de alegrar-se n'Aquele que venceu a morte por amor, sem jamais esquecer:  "Porque Ele vive, eu posso crer no amanhã!"




     Deus o(a) abençoe rica e abundantemente!


     Santa Páscoa!

sábado, 12 de março de 2011

O TEMPO DA QUARESMA

http://euvimparaquetodostenhamvida.my1blog.com/files/2010/04/cruz.jpg        Conscientes da importância que a Páscoa tinha para a sua vida, os cristãos desde os tempos apostólicos começaram a celebrá-la e bem cedo começaram também a reservar um tempo de preparação para a celebração do Mistério Pascal.
            Esse período de preparação, através de sucessivas ampliações, acabou por se fixar, no século IV, em quarenta dias, número muito rico de simbolismo.
            Na verdade, na História da Salvação, os grandes acontecimentos e os encontros decisivos do homem com Deus estão ligados a esse número, que na Bíblia exprime também a totalidade da nossa vida.
            A Quaresma é, portanto, um período de quarenta dias de preparação para a Páscoa, «a maior das solenidades»(SC,12), pois actualiza o Acontecimento culminante da História da Salvação.
                                              ***
            Era durante esse «tempo aceitável, tempo de salvação» que os adultos, que haviam encontrado Cristo e se vinham iniciando, ao longo de três ou quatro anos, no Mistério cristão, terminavam o seu catecumenato.
            Amparados por toda a comunidade, no início da Quaresma, começavam a sua «prova» e empreendiam uma preparação mais intensa em ordem à sua incorporação em Cristo, pelo Batismo recebido na noite da Páscoa.
            Por seu lado os cristãos, que haviam já ressuscitado, com Cristo, da morte do pecado para a vida do Espírito, esforçavam-se por fazer uma séria revisão da sua vida cristã, morrendo mais profundamente para o mal, consolidando a sua perfeição de baptizados, crescendo na vida divina, de modo a participarem, mais intensa e vivamente, no Mistério Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor.
             Deste modo, como diz a Constituição conciliar sobre a reforma da Liturgia nº 109, a Quaresma tem uma dimensão penitencial e uma dimensão batismal.
            Na sua dimensão penitencial, a Quaresma é, para catecúmenos e batizados, tempo de tomada de consciência dos seus pecados, tempo de busca de Deus, tempo de conversão, o que implica, necessariamente, participação na luta e sacrifício de Cristo, pois a guerra contra o mal e a renovação interior no pensar, no amar e no agir, não se realizam sem esforço.
            Na sua dimensão batismal, a Quaresma leva todos os baptizados a reviverem e a aprofundarem, acompanhando o dinamismo dos catecúmenos, todas as etapas do caminho da fé, a fim de, consciente e generosamente, renovarem a sua aliança com Deus, juntamente com aqueles que a contraem no Batismo, na noite da Páscoa.
                                          ***
            Nesta caminhada espiritual, que é a Quaresma :
* - Somos alimentados pela Palavra de Deus, a qual nos faz reviver as grandes etapas da História da Salvação e as figuras que as encarnam :
            - Adão e Noé – criação, pecado e graça (1º Domingo ).
            - Abraão – vocação e promessa (2º Domingo).
            - Moisés – aliança e lei (3º Domingo).
            - David – o reino messiânico (4º Domingo).
            - Ezequiel e Jeremias – a esperança dos profetas (5º Domingo).
- Isaías – poema do Messias (Domingo de Ramos na Paixão).                
* - Somos fortalecidos com os Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, que nos ajudam :
- A viver a nossa opção, resistindo às tentações (1º Domingo).
- A realizar o trabalho da nossa transformação espiritual, com base na Transfiguração de Cristo (2º Domingo).
- A por-nos em contacto vital com Cristo, fonte de água viva com a Samaritana e a expulsão dos Vendilhões (3º Domingo).
- A tornarmo-nos a luz do mundo com a cura do cego, o renascimento com Nicodemos e a recuperação do Filho Pródigo (4º Domingo).
- A possuir uma nova vida com Lázaro ressuscitado e a mulher adúltera (5º Domingo).
Nesta travessia, feita de dificuldades e trabalhos, em que o novo Povo de Deus está empenhado, temos um guia.
            É o mesmo Cristo, «Senhor que age na observância quaresmal da Igreja, para levar os homens à paz, à liberdade, à vida divina e à perfeita comunhão com os irmãos.
Celebrar a Eucaristia no Tempo da Quaresma significa :
- Percorrer com Cristo o itinerário da promoção que cabe à Igreja e a todos os homens.
- Assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai, e o dom de si mesmo aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual.
- Renovar os compromissos do nosso Batismo na noite de Páscoa, passando da morte à vida nova com Jesus Ressuscitado, para a glória do Pai na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

QUARESMA: TEMPO DE VOLTAR PARA O SENHOR, TEMPO DE CONVERSÃO!!!

Caríssimos, Paz!
"Lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar"

     É com grande alegria que iniciamos hoje, com este dia de jejum, mais um período quaresmal.  Digo iniciamos pois todos nós, cristãos, somos chamados a viver em plenitude os mistérios de Cristo e de sua Igreja ao longo do tempo.

     Os ritmos anuais nos ajudam e facilitam grandemente nessa empreitada.

     Sempre me chama a atenção neste período, para início de conversa, o fato de Jesus ser levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado, especialmente a maneira como ele enfrenta as tentações  e as vence, pois não perde jamais de vista o seu Senhor e Pai.  E começo minha reflexão por aí:  perdemos tantas e tantas vezes nosso Senhor de vista que vamos acumulando no coração a infelicidade, os dissabores da vida, desamor, o medo, etc.

     Quaresma é tempo de purificação por excelência!  É tempo de despir-nos de todo tipo de vaidade e voltar inteiramente ao Senhor, de todo coração, com atitude!

     É tempo de deixar de lado a acédia e o que nos pesa para corrermos rumo ao objetivo proposto...

     É tempo de deixar de lado o que nos pesa e correr rumo ao Cristo que nos ama...

     Recomendo, caríssimos, que vivamos esse tempo na intensidade que merece... nas práticas penitenciais vividas no seu sentido objetivo.
    
     Para auxiliar a meditação deste tempo quaresmal, proponho a meditação da mensagem de nosso Santo Padre, Bento XVI, para este tempo, datada de 04 de novembro de 2010: http://www.zenit.org/article-20708?l=portuguese

     Que o tempo da Quaresma nos leve à santidade!!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

MOMENTO ELEITORAL 11 - E A CAMPANHA CONTINUA LAMENTAVELMENTE INSOSSA

Caríssimos, Paz!

     Impressionante como há 11 dias das eleições nada de tão concreto se vê da parte de nossos candidatos a não ser a tão pífia troca de acusações:  quem acusava continua acusando e quem não acusava agora começa a acusar também, talvez por ter percebido que dá certo de alguma forma.  Enquanto isso, o que é verdadeiramente importante para o país fica de fora dos discursos... fato despercebido pelos de boa vontade que já têm sua preferência definida, o que não é o meu caso!

     Disso tudo, para mim uma coisa, mas uma coisa somente, serviu:  para eu me interessar cada vez mais em assuntos políticos e buscar conhecer um pouco mais do que me for possível e não for negligenciado pela imprensa em benefício de A ou B, como infelizmente a maioria da imprensa age.

     Não estou assustado, somente indeciso, posto que não quereria nenhum destes dois como meu mandatário, mas como cristão preciso decidir por um deles, conscientemente, sem pressão de quem quer que seja ou do que quer que seja.  Como reafirma nosso Pastor Dom Orani, não fazemos campanha por ninguém enquanto pastores desse rebanho.

     Mas quanto ao que havia insinuado no 'título' deste post, continua a troca de acusações.  No horário eleitoral, de forma irônica;  nas inserções, de forma mais agressiva.  Os debates parecem uma conversa entre inimigos, com ausência total dos grandes temas que interessam à população.

     E tome apoio da máquina, adiamento de inquéritos sobre denúncias, situações desmascarando supostas honestidades blindadas, os telhados de vidro alheios, promessas de campanha incompatíveis com o orçamento, etc.

Jornais que noticiam novas mortes em filas de hospitais públicos (sem contar os milhares que ainda agora estão à espera de leitos e de atendimento decente) e arrastões quase que diários a pedrestes e motoristas, não só no Rio de Janeiro...







      Vejo diariamente, na mídia, as promessas mirabolantes de candidato A de construir um milhão de casas, acabar com a pobreza, resolver o problema da saúde (que agoniza e fica cada vez pior há 16 anos, vide os casos recentes de óbitos, no Rio, por exemplo, de pessoas que não conseguiram vagas na UTIs dos vários hospitais estaduais, federais, municipais e conveniados pelo SUS).  E a famigerada CPMF (que diga-se de passagem quase voltou com outro nome com a mesma mentirosa promessa de ter que socorrer a saúde, o que não fez em seus anos de existência nem de longe, e de alguma forma ainda tenta voltar!), serviu a quem?  Serviu de quê?

      Na sede de ganhar as eleições a qualquer custo promete-se aumento do salário mínimo (como disse sem levar em conta o orçamento da União), instalação de clínicas de saúde Brasil afora, programa de assistência à gestante e ao bebê, o que para mim também como já li algures configura compra de voto dos mais humildes e ingênuos, pois reforço que não diz de onde vai tirar dinheiro para fazer tudo isso...

     Tenho visto um querendo tirar vantagem em cima do outro, quase todos levando alguma coisa em troca, muita coisa acontecendo pelos bastidores (que a mídia não mostra na realidade).

      Observo a quantidade de pessoas atacando a independência de Marina Silva, mulher a meu ver bastante coerente, para o segundo turno.  Estamos ou não estamos num regime democrático, onde cada um pode e deve defender seus pontos de vista?  Neste momento, alguns se manifestam de forma 'raivosa' por não ter a candidata derrotada assumido uma  posição favorável ao 'seu candidato'.  Possivelmente estariam mais raivosos se a candidata expressasse sua simpatia e seu voto ao outro candidato.  Insatisfação sempre!

     E o que só temos assistido ultimamente, nessa baixaria, é o que ela mesma disse, antes da derrota no primeiro turno:  o embate, não o debate.  São discussões redundantes acerca do aborto, por exemplo.  É imoral o que estão fazendo e ainda não se deram conta, visto ambos serem a favor deste crime, cada um à sua maneira... e estarem incorrendo em erro de politizar um tema que envolve medularmente as igrejas, para delas se favorecer?, e se alinharem ora a uma religião, ora a outra seita... do tipo querendo acender velas 'para Deus e o Diabo'...  Lamentável essa postura!

      Que os próximos debates sejam determinados por temas relevantes à população brasileira, e que façam parte das perguntas, e que, por ninguém aguentar mais (até por já saber a posição e a 'opinião pessoal' dos dois, bem como suas atitudes e falas já tomadas), lhes sejam proibidas (até nas inserções!) estas questões.


      Consigo, apesar destes pesares, continuar apostando firmemente na mão de Deus que há-de nos conduzir às verdes pastagens.  Mesmo que eu passe pelo vale da sombra da morte comigo tu estás, como cantam várias canções religiosas, das quais aqui destaco uma, dentro de um espírito ecumênico, que muito me edifica, dentre tantas outras, a qual eu convido você a ouvir também, e comigo orar: 

     E a partir dela, oremos:  "Confio em teu amor que não mudará, nem mesmo a morte pode me separar, do teu cuidado e proteção, mesmo quando não te vejo SEI que a TUA MÃO ME SUSTENTA"...

       ALELUIA!!

       Deus abençoe!
    

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

MOMENTO ELEITORAL 10 - UMA POSIÇÃO MAIS SENSATA

      Caríssimos, paz!

    Copio o que li no blog Shalom Carmadelio http://twixar.com/iJk2 por considerar a posição mais sensata, equilibrada, ponderada até agora sobre este que tema tão polêmico e sobre posturas diversas que têm tomado pastores e rebanho sobre o tema do aborto, não só. Expõe a nós a missão da Igreja frente a tudo isso com bastante lucidez, sob meu ponto de vista... mas não deixa de tocar no aborto...

Dom Cristiano Krapf, Bispo de Jequié: “independente do resultado do segundo turno, a polêmica já teve resultados positivos”


      O Bispo de Jaquié (BA), Dom Cristiano Krapf, assinala que a Igreja católica sempre defende a vida ante o aborto,à margem das distintas posições que possam ter os governantes, e tem como missão essencial a formação das consciências dos cristãos. Assim indicou o prelado no contexto do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. 
 
      Em seu artigo “Pecadores precisam de Leis” (http://twixar.com/iWN), escrito no dia 12 de outubro, Dom Krapf comenta que atualmente “existem divergências maiores diante de pronunciamentos de padres e bispos, e também de leigos e pastores, sobre o PNDH 3 do PT que pretende deixar o aborto sem restrições na lei civil”.
      Dom Cristiano assinala em seu texto que “a polêmica sobre a proposta de descriminalizar o aborto levou para o segundo turno a votação para presidente, e levou candidatos a declarar que são contra o aborto e a favor da proteção da vida pelo Estado”.  No entanto, destaca o prelado da Bahía “a proposta está no programa das Nações Unidas e continua no ar, apesar das advertências pesadas de bispos e pastores famosos por suas pregações. A Igreja precisa continuar com a pregação a favor da vida e a favor da sua proteção pela lei civil, mas com todo cuidado para não se meter nas brigas políticas de luta pelo poder
      Dom Cristiano Jakob defende que “um país precisa de leis para proteger os direitos dos mais fracos”. “Entre os direitos humanos, o primeiro é o direito à vida. O mais fraco de todos os seres humanos é aquele que ainda não nasceu. Como é que alguém pretende ter o direito de eliminar uma vida inocente? 
      São Paulo diz que a lei não é feito para o justo, mas para o pecador. A missão fundamental da Igreja é formar o cristão consciente que sabe o que deve fazer ou deixar de fazer, sem precisar ser enquadrado na força de leis e de castigos. 
      Um cristão bem formado e bem intencionado consegue ver em cada situação o que significa amar o próximo como a si mesmo, e procura agir de acordo com sua consciência”, asseverou. 
      Após denunciar também que “a mediocridade do consumismo egoísta não é coisa para cristão”, o bispo recorda que “na realidade, em quase 20 séculos de cristianismo, a humanidade ainda não conseguiu alcançar esse nível de fraternidade, nem mesmo dentro do convívio familiar. É por isso que a sociedade precisa de leis e trata certos pecados como crimes contra os quais precisa proteger os mais fracos. Também é por isso que revolucionários apresentam o atalho da luta de classes como caminho mais eficiente para um mundo de oportunidades iguais para todos. Acontece que nunca teremos um mundo melhor sem homens e mulheres melhores”.
 


       Dom Cristiano também lembra os fiéis que “Deus confiou o domínio da terra à boa vontade de cada um de nós, e nos deu a capacidade de organizar o convívio em sociedade” e afirma que “independente do resultado do segundo turno, a polêmica já teve resultados positivos”.
  

      Entre os resultados positivos o prelado do nordeste brasileiro destaca:
1) Deu possibilidade ao eleitor de conhecer melhor as propostas dos dois candidatos que continuam no páreo.
2)  Permitiu que todos possam ver que o povo brasileiro quer um governo que cuide da proteção do direito à vida de toda pessoa humana desde o seu início.
3) Levou os candidatos a dizer claramente que vão defender a vida dos mais fracos e não permitir a liberação geral de práticas abortivas.
4) Incentivou um aprofundamento da reflexão que possa ajudar a perceber que existe uma lei anterior a mandamentos religiosos e leis civis positivas, a lei inscrita no coração do ser humano, a lei natural acessível à consciência de cada pessoa.
5) Deixou claro que a Igreja não pode desistir da luta pela proteção da vida, qualquer que seja a posição dos governantes.
 

      O bispo explica que para “a vida pessoal de um cristão de fé, a descriminalização do aborto não muda nada” e ensina que “um cristão autêntico não foge do pecado apenas por medo de cair nas malhas e armadilhas de leis que punem práticas abortivas e outros crimes. Um cidadão honesto não deixa de roubar e matar apenas por medo de ser apanhado e condenado, mas por questão de consciência”.


      “A missão especial da Igreja é formar pessoas que não precisem de leis para fugir do pecado e fazer o bem, mas façam tudo por amor”, destacou Dom Cristiano.


      Referindo-se à liberação do divórcio, que ao cancelar leis que ajudavam a proteger a estabilidade da família, contribuiu para abalar ainda mais os alicerces da família o prelado opina que “a supressão de leis contra o aborto faz crescer as práticas abortivas.  Já surgem os “profetas” do apocalipse que perguntam:  “Até quando será que Deus vai ter paciência com esta humanidade pecadora?” O Brasil é um dos poucos países que ainda resistem à liberação total ou parcial do aborto”. 

      Finalmente o Dom Krapf denuncia que “a liberação do aborto na lei civil faz aumentar a procura do aborto como solução para livrar-se dos problemas da gravidez indesejada”. 

      “A Igreja não pode deixar de tentar impedir que isso aconteça, mas a sua missão essencial é formar cristãos conscientes e coerentes que não precisem das amarras de leis e das ameaças de castigos para evitar o mal e construir sua vida sobre o fundamento maior do amor”, concluiu.